quinta-feira, 18 de junho de 2015

Solaris - Marsbéli Krónikák (1984)



Solaris também faz parte de uma das bandas que mostraram que os anos 80 embora não tenha sido tão produtivo quanto os 70 em relação ao rock progressivo, também nos presenteou com discos excelentes. Apesar da banda ter sido formada no início daquela década por jovens amigos de escola da cidade de Budapeste, na Hungria, o nome que serviu de inspiração para o grupo veio da Polônia, mais precisamente do romance de ficção científica, Solaris, escrito por Stanisław Lem no ano de 1961.

Eu sempre acreditei que um dos aspectos mais importantes de um trabalho musical é a versatilidade, confesso que as vezes me canso de ouvir bandas que tem um som de variação metronômica e todas as suas canções soam como se estivessem clonando a si mesmos. Solaris é o oposto, mas o mais importante é que eles não são apenas versáteis, mas também coerente e sua música flui perfeitamente, algo que aumenta ainda mais o seu mérito.

Seu álbum de estreia, "Marsbéli Krónikák" é mais um daqueles exemplos do que era para ser o progressivo, mesmo quando eles se encaixam mais confortavelmente dentro da linha sinfônica, o álbum nos apresenta uma mistura incrivelmente bonita e fluida de diversos gêneros que vão do já mencionado sinfônico, mas passando pelo folk, eletrônico e sonoridades espaciais e psicodélicas, mas sem deixar de tocar em meio a tudo isso, o bom e velho rock and roll.

Cada membro da banda desempenha o seu papel com uma enorme destreza. Mas dois são os que puxam a banda e se destacam pela maneira como juntos conseguem desempenhar uma sonoridade única, Attila Kollar (flauta, gravador, sintetizadores, efeitos de teclado, percussão, vocais) e Robert Erdesz (piano, órgão, sintetizador, efeitos de teclado). Mas uma boa menção também é a das belíssimas guitarras de Istvan Czigman.

“Marsbéli Krónikák” significa crônicas marcianas, é um álbum conceitual baseado no romance de contos e de mesmo nome escrito por Ray Bradbury. O fio condutor da obra é sobre a chegada do homem a Marte e da colonização do planeta pela espécie humana. Livro que pode ser visto como um romance fragmentado ou uma sequência conceitual de. A história é ambientada entre os anos de 1999 até 2026.

Por conta disso é um álbum que eu particularmente não me atrevo a avaliar e comentar música por música. A obra deve ser ouvida sempre como um todo, se o ouvinte não tem tempo de adentrar por completo nela, deixe-a de lado até o momento que poderá tirar cerca de 54:00 do seu tempo pra isso.

Então é isso, Solaris aqui nos presenteia com um álbum repleto de composições sólidas, atuações impecáveis de todos os seus músicos, inclusive os convidados, versatilidade e coerência. Não chegaria a dizer que estamos diante de uma obra-prima, mas com certeza de um disco deliciosamente maravilhoso de se ouvir e um dos 10 melhores discos de rock progressivo dos anos 80.



Track Listing

1.Marsbéli krónikák I. (The Martian Chronicles I.) - 3:34
2.Marsbéli krónikák II.-III. (The Martian Chronicles II.-III.) - 6:32
3.Marsbéli krónikák IV.-VI. (The Martian Chronicles IV.-VI.) - 13:15
4.M'ars poetica - 6:39
5.Ha felszáll a köd (If the Fog Ascends) - 3:58
6.Apokalipszis (Apocalypse) - 3:44
7.E-moll elõjáték (Prelude in E Minor) - 0:29
8.Legyõzhetetlen (Undefeatable) - 2:46
9.Solaris - 4:53



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Yes - Close to the Edge (1972)



“Close to the Edge” mesmo que não de forma unânime, é visto pela maioria como o ápice criativo e a obra prima daquela que sem sombra de dúvidas é a banda que mais representou o gênero em sua essência durante toda a década de 70. Um disco em que conta com aquela que agora sim falando de forma praticamente unânime, melhor formação do grupo até hoje.

O álbum também trata-se de um disco conceitual em que a banda teve como inspiração o livro Siddharta, publicado em 1922 e escrito pelo alemão Hermann Hesse. O conceito gira em torno de algo como a busca do autoconhecimento como meio para se chegar à plenitude espiritual.

Contendo apenas três faixas, abre com a música homônima ao disco, um épico de quase 19 minutos. Se alguém me pedisse pra definir o rock progressivo em uma música, sem sombra de dúvida que o faria através de “Close to the Edge”. Uma peça dividida em várias partes, mas eu a dividiria em apenas três. A primeira parte é algo entre o caótico e o dramático, os instrumentos parecem lutar entre si, guitarra e teclado basicamente seguem caminhos diferentes, e isso é exatamente onde encontra-se a beleza da música. Em torno do terceiro minuto, a canção começa a mostrar uma estrutura perfeita que muitas vezes é interrompida por outra passagem confusa, mas ao mesmo tempo brilhante.

A segunda parte da música está em torno de um pouco depois de sua metade, onde começa a desvanecer em uma delicadeza sonora. Estou me referindo ao famoso solo de teclado de Rick Wakeman que nos transporta para outra dimensão usando um som criado por Johan Sebastian Bach há 300 anos, um belo conflito entre modernidade e barroco clássico, simplesmente extraordinário, pra dizer o mínimo.

Já a parte que coloco como sendo a terceira da música, é mais estruturada. Guitarra, teclado e baixo se completam perfeitamente bem, onde Wakeman é quem faz o papel principal. Mas sem sombra de dúvidas quem merece uma menção especial também é o baterista Bill Bruford, porque consegue combinar estilos usando batidas jazzísticas que mudam o tempo a faixa.

Depois de um grande épico como "Close to the Edge" a banda teve uma tarefa difícil, a de compor uma música que não vai soar fora do lugar após a primeira, por isso em vez de começar uma competição para ver qual é o mais complexa, eles criaram um faixa mais melódica e mais suave com uma estrutura em perfeita ordem.

"You and I" começa com uma introdução suave com todos os instrumentos, tendo exatamente o mesmo caminho em um ritmo muito definido claramente marcados por Steve Howe e Bill Bruford, nenhum caos ou confusão, tudo se encaixa perfeitamente em seu lugar, especialmente quando a voz de Jon junta-se pra complementá-los.

Após esta introdução, vem um trabalho vocal belo e complexo feito de maneira perfeita por Jon e muito bem complementado por Steve Howe (acredite ou não) e Chris Squire (esse sim um especialista em backing vocals).

Em seguida, uma explosão de energia, onde Jon e Rick assumem a liderança novamente complementando perfeitamente o baixo de Chris Squire, até uma passagem de violão bem suave leva-los a uma seção muito bonita, onde o teclado combina novamente com a voz de Jon.

É claro que quem é acostumado com a música do Yes da época, acha basicamente necessário um solo de teclado em uma canção desse tipo, mas a abordagem de Rick é totalmente diferente, em vez de algo influenciado pelo barroco como em "Close to the Edge", ele faz um trabalho mais suave e melódico, de alguma forma mais moderno do que na canção anterior, mas não isento de drama que ele inclusive leva para a seção final, onde Jon e Steve encerram a faixa, de maneira suave como tudo começou.

Uma coisa que eu adoro nesse álbum é o seu equilíbrio perfeito, "Close to the Edge" é complexa, barroca e claramente progressiva, "You and I" é melódica. Sem dúvida eles precisavam de algo mais hard ou mais pesado para fechar o álbum, e este é o que "Siberian Khatru" traz, que começa como uma canção de rock poderosa e dinâmica, mas, progressivamente, o peso se transforma em uma faixa mais melódica, onde os vocais são simplesmente um deleite.

Mais uma vez o trabalho de Wakeman com os teclados é excelente, usando passagens semi barrocas que, de repente se transformam em seções explosivos onde Steve Howe na guitarra assume a liderança e em se tratando dos vocais, novamente é nas partes melódicas onde Jon parece mais confortável do que nunca.

Estas súbitas mudanças são repetidas várias vezes para manter a dinâmica da música, e eu gosto especialmente dos vocais difíceis e complexos, no final da faixa, que levam a um desfecho poderoso. Só pra não deixar de citar, mais uma vez Chris Squire faz um trabalho perfeito com seu baixo e backing vocals.

“Close to the Edge” é sem sombra de dúvidas mais um dos álbuns essenciais dentro de qualquer discografia de rock progressivo que se preze. Uma obra prima atemporal e que influenciou, influencia e seguirá influenciando por muitos e muitos anos músicos que queiram se aventurar nesse universo musical complexo, criativo, mas acima de tudo, desafiador. 



Tracks Listing


1.Close To The Edge - 18:50
2.And You And I - 10:09
3.Siberian Khatru - 8:57



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Pink Floyd - Animals (1977)



Pink Floyd é uma banda de álbuns realmente grandiosos, e entre esses álbuns sem dúvida alguma, “Animals” sempre será visto como o mais subestimado, assim como que pra esse que vos escreve, o seu posterior, “The Wall”, o mais superestimado. Por mais que seja um álbum em que mais do que qualquer outro membro da banda, Waters foi quem mais colocou a mão na massa, aqui, ao invés de adotar a postura individual do tipo “eu odeio tudo, eu odeio o mundo”, as letras tem uma inclinação vagamente política baseada no livro “Revolução dos Bichos” escrito por George Orwell em 1945. Representando em cada uma das três faixas (a primeira e a última são apenas pequenas pontes para que o álbum comece e termine) uma das classes da hierarquia política por ele criticada. “Dogs”(cães representando os tipos manipuladores), “Pigs” (em que porcos são os tipos gananciosos) e “Sheep” (ovelhas ou somente seguidores estúpidos), mas ovelhas essas que também atacam tanto os cães quanto os porcos.

Sempre achei “Dogs” a faixa central desse álbum. Um épico de 17 minutos, grandes solos de guitarra de David Gilmour, vocais incríveis tanto pelo próprio como por Roger Waters, letras inteligentes. Constantes mudanças de andamentos, mas também suaves, algo que os tornam diferentes de qualquer outra banda progressiva da época e talvez isso faça com que o Pink Floyd nem seja visto como uma banda genuinamente de prog rock. Uma faixa que contém um pouco de cada momento musical do grupo, todos completamente bem encaixados, a deixando como uma das mais incríveis já compostas pela banda.

A faixa seguinte é “Pigs”. Com uma veia que se pode dizer vir até do Hard, mas dentro de uma viagem floydiana, as letras são bastante agressivas e políticas. Ao longo da canção pode-se ouvir bastante referências psicodélicas. Possui não apenas umas das mais belas entrada de solos de guitarra de David Gilmour, mas um dos mais belos e inspirados solos que ele fez em sua carreira.

Em termos de letra, sem dúvida alguma a mais controversa, agressiva e até mesmo antirreligioso do álbum. As massas são descritas como seguidores fracos sempre com medo de tudo e passam a vida sempre somente a comer para sobreviver a fim de ter a chance de envelhecer e mais nada. O baixo de Waters nessa faixa é sensacional, Wright é brilhante nos teclados. Gilmour pra não passar despercebido nos presenteia com uma seção final de guitarra simplesmente esplêndida.

Bom, considero esse a última obra prima lançada pela banda em se tratando de um álbum como todo. Mesmo que excelentes faixas tenham sigo composta em qualquer lançamento futuro, “Animals” é o epitáfio de uma era e que não merece menos do que nota máxima em qualquer avaliação que sofra dentro de um amante de rock progressivo.


Tracks Listings

1.Pigs On The Wing Part 1 - 1:25
2.Dogs - 17:04
3.Pigs (Three Different Ones) - 11:28
4.Sheep - 10:16
5.Pigs On The Wings Part 2 - 1:25


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King Crimson - In the Court of the Crimson King (1969)



Que existem muitas obras essenciais dentro do universo do rock progressivo, isso é algo que ninguém discute, não tem como resumir em apenas duas ou três como o suprassumo da genialidade do gênero. Mas e quando a dúvida é, “qual é o primeiro álbum? Quem deu o ponta pé inicial em tudo?”. Quando falo isso, não falo de maneira genérica ou de forma apenas esboçada como foram os Beatles com, “"Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", Pink Floyd em “The Piper At The Gates Of Dawn” ou Moody Blues com, “Days of Future Passed”, todos lançados no ano de 1967. Mas sim, no sentido genuíno acerca de tudo que se espera de um álbum de prog rock, e pra mim, ninguém fez isso antes do King Crimson com o seu "In the Court of the Crimson King".

Já vi em alguns lugares que esse disco trata-se de um álbum conceitual e que a temática gira em torno do imperialismo fundado tão somente no materialismo. O foco deste álbum está na oposição entre as funções psicológicas do pensamento e do sentimento definidas por Jung. Mas não conheço nenhum lugar onde existe palavras de membros da banda confirmando isso.

O disco já começa de maneira frenética através de “21st Century Schizoid Man”. Mas em meio ao caos sonoro, tudo soa de forma perfeita, extremamente bem direcionada. A banda consegue através da sua música transmitir uma sensação de frustração e raiva ao seu ouvinte. Traz mudanças bruscas de andamento, instrumentação complexa e som inovador. Tudo aquilo que se espera de um rock progressivo clássico.

“Talk to the Wild” é basicamente o outro lado da moeda em relação a primeira faixa do álbum. Começa com uma flauta macia tocada por Ian McDonald e logo tem como companhia a bela voz de Greg Lake. Parece apenas uma balada suave e simples, mas é mais do que isso, principalmente por causa da forma como se combinam os instrumentos, de forma que apenas alguns virtuosos músicos de jazz haviam feito antes. Algo impressionante pra época.

A terceira faixa é “Epitaph”. Uma canção de arranjos mais depressivos, digamos assim, com letras obscuras e pessimistas, mas ainda assim, uma das queridinhas da banda até os tempos de hoje. A voz de Lake adapta-se perfeitamente a guitarra de Fripp e ao mellotron melancólico, criando um estilo muito atmosférico que seria desenvolvido mais tarde por por exemplo, o Genesis fase Peter Gabriel. Não trata-se somente de uma balada triste, mas também de uma música muito complexa, que combina diferentes ritmos e tempos. Por último, mas não menos importante, não se deve deixar de fora o brilhantismo do trabalho de percussão.

Apesar de se tratar de um álbum bastante influenciado pelo jazz, em “Moonchild” é onde mais se pode notar tal orientação com mais clareza. Começa calma e suave com um ritmo muito definido e um uma obra única de guitarra, na primeira ouvida, você pode ter a impressão de que estamos diante de outra música na veia de “Talk to the Wild”, mas em torno dos 3 minutos a fusão começa, nada tão complexo ou sem estrutura lógica que não tenha sido feito antes, quase como se a banda estivesse em uma suave jam session.

O álbum se encerra com a faixa homônima, “In the Court of the Crimson King”. Sem dúvida alguma, uma obra prima absoluta, letras são incrivelmente descritiva e combinam perfeitamente com a música criando uma atmosfera medieval. Essa faixa tem tudo, beleza, ritmo, complexidade e muita imaginação, confesso que as minhas palavras não são capazes de descrevê-la como gostaria. Então digo apenas que é perfeita.

Como eu bem disse, em In the Court of the Crimson King foi exatamente onde o Rock Progressivo começou de maneira definitiva. Dando uma cara real ao estilo. O disco apesar de toda a sua magnitude, pode não estar no mesmo nível de obras que vieram posteriormente, mas sem sombra de dúvidas, foi a mais inovadora, inventiva criação musical entre todas as que carregam o selo do prog rock. 



Tracks Listings

1.21st Century Schizoid Man - 7:20
2.I Talk To The Wind - 6:05
3.Epitaph - 8:47
4.Moonchild - 12:11
5.The Court Of The Crimson King - 9:22 



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Genesis - Foxtrot (1972)



“Foxtrot” é sem dúvida alguma um dos 10 melhores álbuns de rock progressivo de todos os tempos. Uma das bíblias sagradas do gênero e que deve ser conhecida por qualquer um que queira mergulhar de fato dentro desse universo.

O álbum abre com a faixa, “Watcher of the Skies”. Logo de cara a banda vai agraciando o ouvinte com um poder majestoso do melotron de Tony Banks, seguido por um órgão ao melhor estilo igreja que é servido como uma cama a ser deitada pelos tambores de Collins que vai subindo o tom trazendo consigo os primeiros acordes do baixo de Rutherford. A guitarra elétrica de Steve Hackett sempre soando de maneira inimitável, acrescenta os elementos basicamente essenciais da canção. Peter Gabriel aborda apaixonadamente um Deus obsoleto cuja a criação humana o ultrapassou e não precisa mais dele.

A segunda faixa é “Table Time”, oferece um excelente piano de Banks, letras verdadeiramente poéticas e se cadencia como uma espécie de interlúdio em relação ao “mini épico” que vem em seguida através de “Get 'Em Out by Friday”. Essa trata-se de uma mini “opera prog”, um verdadeiro exemplo do porquê do Genesis se tratar de um dos suprassumos em relação ao gênero e ainda hoje influencia infinitas bandas da vertente sinfônica que vão surgindo. Gabriel encarna mais de um papel pra contar um conto de um futuro orwelliano sombrio onde um governo todo poderoso controla todos os aspectos em que seus cidadãos vive. Tudo isso sobre uma peça instrumental que é um deleite aos ouvidos.

Provavelmente a faixa mais esquecida entre até mesmo os amantes de “Foxtrot” trata-se da belíssima, “Can-Utility and the Coastliners”. A letra conta a história do rei medieval Inglês Canuto, que, a lenda diz, tentou comandar as marés, só para aprender os limites de seu poder terreno, e a loucura de seu orgulho. É impressionante como que em pouco menos de 6 minutos uma música consegue mudar de maneira tão suave e frequente tantas vezes a sua forma. Exímios trabalhos de guitarra e teclado, bateria e baixo em um casamento soberbo. Uma canção de atmosfera fantástica. O que vem em seguida através de “Horizons” pode ser visto somente como uma pequena ponta de menos de 2 minutos antes do épico que irá fechar o álbum, mas ainda assim não tem como passar despercebida a atmosfera criada pelo bom gosto das notas da guitarra de Steve Hackett.

“Supper's Ready” marca o ponto final de “Foxtrot”. Considerada a melhor faixa da banda por pelo menos 7 em cada 10 fãs do grupo. Inclusive me coloco nesse meio. Esse épico de 23 minutos traz letras inteligentes e desafiadoras, todos os músicos executando suas funções de maneira inspiradora nunca vistas antes e nos fazendo viajar por emoções variadas por cada um dos capítulos da faixa. Falar de ““Supper's Ready” me renderia uma postagem a parte, mas aos que se interessem em cair de cabeça em uma das maiores obras primas musicais contemporâneas já compostas, sem dúvida algum, esse é um dos mais belos caminhos.

“Foxtrot” é um daqueles discos que provam o porquê do Genesis (que muitos só conhecem da fase dos anos 80) ser uma das bandas mais influentes da história do rock progressivo sinfônico e não parar de servir de inspiração pra infinitas bandas que surgem todos os anos.



Tracks Listing:

1.Watcher of the Skies - 7:19
2.Time Table - 4:40
3.Get 'em out by Friday - 8:35
4.Can-Utility and the Coastliners - 5:43
5.Horizons - 1:38
6.Supper's Ready - 22:58


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